Procuro no silêncio
um devaneio imenso,
em que acreditar.
Apago na escuridão amena
a morte serena,
de um luar.
Perco-me no desejo
de receber teu beijo,
de te ter.
Mas o luar vai longo,
a escuridão trás sono,
é tempo de morrer!
Nos meus lábios perece
a sombra de uma prece,
o sangue imundo.
E tu, minha amada,
partes bela e calada,
para um túmulo profundo.
Chega o amanhecer
e a vontade de viver
é um poço abandonado.
Enlaço o coração,
a forca sustém a respiração;
está tudo acabado!
***ADORO-TE***